Núcleo de Pesquisa Marques da Costa

Fundado em 8 de dezembro de 2004, o Núcleo de Pesquisa Marques da Costa (NPMC) tem como objetivo trazer à tona a história do anarquismo no Brasil, e principalmente no Rio de Janeiro. O NPMC publica, desde 2005, um boletim com textos próprios, chamado emecê. O anarquista português José Marques da Costa foi um grande militante que lutou pela organização dos sindicatos revolucionários cariocas, na primeira metade dos anos 1920.

Quem foi?

Marques da Costa

O anarquista José Marques da Costa foi um dos grandes lutadores pela organização dos sindicatos revolucionários cariocas na primeira metade dos anos 20. Natural de Portugal e carpinteiro de profissão, emigrou para o Brasil em 1917, fixando-se, inicialmente, em Belém do Pará. Ali ingressa no Sindicato da Construção Civil, tendo exercido sua militância naquela cidade e em Manaus entre 1917 e 1920. Em 1919 dirige o jornal A Revolta em Belém e, logo a seguir, O Trabalhador, órgão da Federação Operária do Pará. Ainda no Pará, em 1920, redigiu O Semeador, publicação sindicalista revolucionária.

Em fins de 1920 Marques da Costa muda-se para o Rio de Janeiro que então era palco de feroz perseguição ao anarquismo e ao sindicalismo revolucionário. Em vista de sua capacidade como orador é indicado como secretário-geral da Federação Operária do Rio de Janeiro e em seguida passa a coordenar Voz do Povo, órgão hebdomanário da FORJ. Suas atividades como jornalista no Rio de Janeiro compreenderam ainda a fundação da revista Renovação (início de 1921) em que combate os ex-anarquistas “astrojildistas” fundadores do PCB e do jornal O Trabalhador.

Marques da Costa também colaborou em O Emancipado, dirigido por Fábio Luz, e Spartacus com José Oiticica. Mas sua maioir colaboração talvez tenha sido repórter responsável entre 1922-1924 pela seção trabalhista do jornal A Pátria, que se constitui em um marco na defesas dos sindicatos revolucionários contra os ataques do governo ditatorial de Artur Bernardes, dos bolchevistas do PCB e seus alidados cooperativistas (“amarelos”). A consulta àquela coluna constitui ijmportante fonte de estudo histórico do movimento social da época. Preso por haver discursado durante o comício de 1 de Maio na Praça Mauá no Rio, as autoridades não encontram pretexto para deportá-lo, o que só vem a ocorrer quando de sua nova prisão após a revolução paulista de 5 de julho de 1924. Em agosto daquele ano Marques da Costa já está em Lisboa.

Contato: marquesdacosta@riseup.net

Quem foi?

Memoria e Luta

Memória visual – 1980/1990

Imagem da Memoria Visual de Ideal Peres
Imagem da Memoria Visual de Judith Malina (com a bandeira) e companheiros no largo da Carioca, primeira metade dos anos 1990. Rio de Janeiro/RJ.
Imagem da Memoria Visual da Fundação do Nucleo de Pesquisa Marques da Costa
Imagem da Memoria Visual de Adelcio Copelli no Agosto de 2004 na Biblioteca Social Fabio Luz
Imagem da Memoria Visual de Grupo no Nosso Sítio no São Paulo
Imagem da Memoria Visual de Nosso Sítio SP

Roteiro Social Histórico

Lugares da Militância no Centro do Rio de Janeiro
Um roteiro histórico-geográfico com o Professor Renato Ramos

LPPE – Laboratório de Pesquisa e Práticas de Ensino
IFCH – Insituto Filosofia e Ciências Humanas
UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro

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